Curso

Curso de Distúrbios de Aprendizagem e IndisciplinaO último curso, sobre Distúrbios de Aprendizagem e Indisciplina, foi um sucesso, clique aqui e veja fotos. Fique atento para novas datas e temas. Mande sua sugestão de tema.
Sulco vocal -Oque fazer, para onde ir? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Dra. Thais   
Qui, 26 de Fevereiro de 2009 14:23

 O sulco vocal é uma alteração anatômica em forma de fenda que se dispões no sentido longitudinal das pregas vocais. O seu comportamento histológico é de uma continuação do epitélio estratificado de revestimento da camada superficial que invagina na direção da camada profunda, podendo ou não atingir o ligamento vocal e se imiscuir em suas fibras.

O sulco vocal refere-se a uma valeta ao longo da margem mediana superior das prega vocais. Sua extensão e profundidade é variável,quando muito profundo parece dividir a prega na metade.Sua etiologia é controversa. Para alguns estudiosos, , é de origem é congênita, frente à presença de rouquidão desde criança, seu diagnóstico em laringes infantis e em vários familiares e pela associação com outras lesões laríngeas congênitas. Para outros, é adquirida e secundária a processos inflamatórios ou atróficos das pregas vocais.

Dependendo da profundidade da bolsa que se forma e da extensão longitudinal de comprometimento as pregas vocais, há classificações clínicas diferentes com a sua devida repercussão na voz.

No geral utilizando-se as classificações de Pontes e Ford, os sulcos estria menor ou tipo I, apresentam repercussão discreta na qualidade vocal, podendo passar desapercebidas durante longos anos e surgirem apenas após um quadro inflamatório agudo, ou após mau uso ou abuso vocal. Já a estria maior ou tipo II, em geral leva a uma restrição na extensão vocal por produzir quebras vocais no espectro mais agudo do registro modal, mas nem sempre há disfonia. Já nos casos de sulco-bolsa ou tipo III, a redução do movimento mucoondulatório é grande o suficiente para provocar quebra de sonoridade permanente e diminuição da amplitude de vibração que levam a aspereza e soprosidade.

Estes são os casos de maior dificuldade terapêutica, pois em uma boa parte dos sulcos-bolsa (sulcos do tipo III) há aderência do fundo da bolsa ao epitélio profundo ligamentar.Para o tratamento dos sulcos vocais há diversos tratamentos que poderão ser adotados e que varia conforme cada caso, conforme cada paciente.

Os tratamentos incluem, após uma avaliação minunciosa de otorrinolaringologista e fonoaudiologia com  orientações,  terapias, até a cirurgia.

O tratamento é a fonoterapia nos casos em que o sulco é relativamente raso, quando se apresenta profundo e com limites bem definidos a cirurgia  esta indicada.

A cirurgia poderá ser indicada também, nos casos onde o paciente não se compromete com o tratamento, não possue disciplina no tratamento e não segue as orientações passadas pelo fonoaudiólogo.

Mais informações??Procure seu fonoaudiólogo e saiba mais sobre seu caso!!Marque sua consulta.